Análise Técnica - Introdução
Na análise técnica ou análise gráfica estão os técnicos ou grafistas que são
direcionados essencialmente pela compreensão e análise do comportamento
histórico dos preços e volumes dos ativos no passado, para determinar o preço
atual ou as condições do mercado já que, segundo eles, o fator psicológico
predomina no mercado e o comportamento dos participantes tende a se repetir no
futuro.
Além disso, os técnicos partem da premissa de que o preço praticado pelo mercado
desconta toda e qualquer informação a respeito do ativo, inclusive as análises
realizadas pelos fundamentalistas.
Os técnicos dividem-se em grafistas que se utilizam dos comportamentos gráficos
dos preços ao longo do tempo e os técnicos que se utilizam de ferramentas
estatísticas para aplicação da análise. Estes não são influenciados pela
subjetividade na análise, pois são elas que irão determinar o momento certo da
realização da operação, ou seja, o tempo ideal (quando) para entrar ou sair de
determinado mercado ou ativo. Já os grafistas apresentam certo nível de
subjetividade na análise.
Como surgiu a análise técnica?
As origens da análise técnica moderna estão nos trabalhos de Charles Dow no início do século XX.
Charles Dow viveu no começo do século XX e escrevia uma coluna no caderno de economia em seu Wall Street Journal. Ele foi o primeiro a criar índices para acompanhar o mercado e o índice Dow-Jones tem esse nome pois foi sua empresa que o criou. Ele nunca escreveu livro algum, mas suas observações serviram para um exército de estudiosos criarem teorias e mais teorias sobre o mercado. A teoria de Dow unida a suportes, resistências são o cerne da análise técnica que é uma das formas de se fazer dinheiro com o mercado de ações. Charles Dow não viveu para ver o grande crash de 1929, ele morreu 27 anos antes. Suas teorias são:
Os índices descontam tudo, menos os atos de
Deus.
É o princípio de que tudo está no
gráfico. Não são as notícias que movimentam o
mercado é ele que move as notícias. Se temos uma
alta, acham-se noticias boas para explicar o porquê,
quando o mercado cai, acham algum culpado.
Iniciantes gravem na cabeça: Saiu no noticiário é
coisa velha.
Só não está no gráfico coisas imprevisíveis como
terremotos, furacões, golpes políticos, guerras,
etc.
O mercado tem três tendências.
Primária, secundária e terciária. Dow gostava de
comparar estas três tendências com o movimento das
marés: a maré está alta ou baixa sendo o movimento
primário, o secundário são as ondas que os surfistas
pegam e o terciário eram as marolas da orla. Por
muito tempo eu confundi essa tendencia com a outra
de alta, baixa, lateral. Como dizia um antigo chefe
meu: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra
coisa.
A tendência é válida até ela ser revertida
Parece óbvio, mas como diz a máxima do magistério:
ensinar é falar o óbvio e ainda ter que repetir três
vezes. Então repita três vezes: A tendência é válida
até ser revertida. Entendeu? Repita mais três vezes…
A tendência tem que ser confirmada por dois
índices.
Quando acontece uma reversão de
tendência, precisamos confirmar essa reversão
através de um outro índice. Por exemplo se a
reversão acontece nas ações do Bradesco (BBDC4)
podemos confirmar olhando o gráfico de BBDC3 ou do
ITAÚ (ITAU4) que é o segundo maior banco do Brasil.
Se os dois reverterem a tendência um estará
confirmando o outro.